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| MÓVEIS: Setor de móveis diz ter criado 493 empregos em um mês de IPI reduzido

Data: 31 de Agosto de 2012 | Lida 1337 vezes. | Aumentar Fonte | Diminuir fonte | Imprimir

 

30/08/2012

 

Após obter a desoneração de IPI em junho, os fabricantes de móveis registraram a criação de 493 empregos no mês seguinte, segundo a Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). O benefício ao setor foi concedido de até 30 de setembro. 

Foram 3.500 vagas abertas no acumulado do ano, diz José Luiz Diaz Fernandez, presidente da associação. 

Empresários do setor de móveis e representantes do varejo, da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) e de entidades ligadas ao comércio e à indústria de material de construção se reuniram nesta terça-feira (28) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 

Todas os executivos das entidades foram prestar contas ao governo federal do impacto da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na economia na tentativa de estender o benefício fiscal por mais tempo. 

Segundo a Eletros, foram criadas 3.800 vagas na linha branca. O presidente da entidade, Lourival Kiçula, defende que o IPI menor seja mantido até o final de 2012, para que os consumidores possam fazer as compras de fim de ano com o benefício fiscal. 

PREÇO E PRAZO MENORES 

A Folha apurou que o governo não pretende anunciar a extensão até dezembro. Se o fizer, será em prazos de dois meses, para poder estimular os consumidores a comprarem e os varejistas a reduzirem os preços ainda mais. 

Para tentar estimular a economia, governo abriu mão de uma receita tributária de R$ 2,430 bilhões em desonerações e reduções de IPI. 

Levantamento do IBGE e da FGV mostram que, apesar dessa renúncia fiscal bilionária, os setores beneficiados pela redução não repassaram integralmente o corte da alíquota do imposto aos preços ao consumidor na maioria dos produtos. Ao mesmo tempo, viram a produção de suas fábricas crescer após o estímulo. 

Segundo a FGV, não existem pressões de custo no atacado que justiquem o não repasse integral do IPI menor ao consumidor. 

RESULTADO DA QUEDA DO IPI 

Na linha branca, o corte de dez pontos percentuais do imposto de lavadoras --o IPI caiu em dezembro de 20% para 10%-- resultou numa redução de 5,31% no preço ao consumidor. A queda foi concentrada principalmente nos primeiros meses da medida, e, desde abril, os preços sobem moderadamente --em junho, a alta foi de 0,64%. 

Com a geladeira, a queda foi de 7,63% de janeiro a julho --abaixo do corte de dez pontos percentuais do tributo--, embora os preços tenham mantido leve queda mensal. Em julho, os preços tiveram leve baixa de 0,26%. 

A redução de quatro pontos percentuais na alíquota do fogão --de 4% para zero-- foi a única que chegou com força ao consumidor: a queda nos preços foi de 5,34% entre dezembro e julho. 

Representantes do varejo dizem que o repasse do IPI aos preços foi, em alguns casos, até em maior proporção do que a redução concedida. Isso se consideradas as promoções feitas pelas redes de varejo, o aumento de custo de insumos --como resinas para produção de plástico--, repasse de aumentos salariais e a pressão da alta do dólar na importação de componentes. 

AUMENTO DE PRODUÇÃO 

Os setores viram sua produção crescer depois da concessão do incentivo fiscal. 

A da linha branca subiu 9% no primeiro trimestre e 8,5% no segundo, após ter caído 0,8% no quarto trimestre do ano passado, antes da desoneração. 

Em móveis, a produção avançou de 1,1% no quarto trimestre para 11,5% no primeiro e 13,9% no segundo. No caso da indústria de móveis, a valorização do câmbio foi benéfica. 

SETOR AUTOMOTIVO 

A produção do setor automotivo, que acumulava muitos estoques, reduziu a queda no segundo trimestre diante do resultado nos primeiros três meses do ano. Segundo o IBGE, houve queda de 2,9% entre abril e junho, após forte recuo de 18,6% no primeiro trimestre. 

A redução no preço dos automóveis após a redução do IPI foi de 5,49%. 

A Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores) diz que a redução média de preços foi de 6,51%, se considerados apenas os 1.495 modelos de carros na lista dos beneficiados pelo corte da alíquota.
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