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Data: 17 de Janeiro de 2012 | Lida 1317 vezes. | Aumentar Fonte | Diminuir fonte | Imprimir

Em Bauru, aumenta a utilização de materiais advindos de obras de demolição na construção e reforma de imóveis

 

Ana Paula Pessoto

Hoje, muito se fala em construir ou mesmo reformar com materiais de construção usados. Normalmente nobres e elegantes, para garantir sustentabilidade com qualidade e segurança é preciso que o material, também chamado de demolição, esteja em bom estado de conservação. Em Bauru, há estabelecimentos que vendem materiais de demolição, basta negociar. 

Seguindo a seleção necessária, é possível usar tijolos de barro maciço, material rústico e nobre, vigas e madeiramento de telhado, entre outros elementos. “Já vi vigas que valeriam mais de mil reais a peça por serem de madeira de lei e estarem muito conservadas. Madeiras usadas e escassas em fontes virgens, como a peroba-rosa, são muito procuradas e têm preço elevado”, explica o arquiteto Gabriel Noboru Ishida. 

O arquiteto ressalta que, por baixo das tintas de casas antigas de madeira, em geral, há material de primeira qualidade ainda utilizável. Contudo, as pessoas ainda colocam barreiras para o uso desses materiais. 

“O fato de em geral apresentarem marcas, como furos de parafusos ou pregos, é um charme. Tais sinais podem sumir quando as peças são lixadas, mas acredito que, quando conservadas, agregam história e até deixam a casa mais aconchegante”, opina. 

E já que a ideia é reduzir e economizar na construção, vale lembrar que peças antigas em bom estado de conservação podem ser melhores do que as novas por sua qualidade e preço. 


De tijolos a molduras

Praticamente tudo na casa do publicitário Caio Márcio de Carvalho Vannini é material de demolição e foi ou está sendo restaurado. “Gostamos de dizer que nossa casa tem alma, porque cada objeto tem sua história para contar, seja a pia do lavabo que era do consultório odontológico do meu sogro ou as janelas que pertenceram a uma construção da família Matarazzo”, explica Andrea Vannini, esposa de Caio.

A casa, construída com tijolos de demolição, tem muitos móveis de madeira maciça que a família fez questão de restaurar com as próprias mãos, o que se tornou um hobby para eles. “Muitas dessas peças, como as molduras presentes nas paredes, foram resgatadas da rua ou do lixo. É a questão ambiental aliada à economia e o novo unido ao velho”, completa Caio. 

Na casa dos Vannini também há eletrodomésticos antigos, muitos deles funcionando, e outros que passaram a fazer parte da decoração da casa. No quintal, a parreira de uva e o cajueiro são herança de família e vieram da casa das avós de Caio. 

“Tudo o que é feito, hoje, é para durar pouco, para ser trocado. Não gostamos disso. Acredito que falta memória às residências construídas na cidade. As construções se parecem com clínicas. Uma casa precisa ter alma”, acredita Andrea.

Apaixonada por música, a família também restaura instrumentos musicais. Entre a coleção que Caio e os filhos têm há um contrabaixo italiano bastante raro que, segundo eles, foi comprado do quintal de um senhor que havia recortado parte dele para fazer uma tábua de bolo. “Desde que tenha memória e história, tem lugar em nossa casa”, finaliza Andrea. 


Fala-povo: ‘Você pratica sustentabilidade em casa?’

“Eu separo o material reciclável para a coleta” 

Emerson Santana, gerente de cobrança

“Não acendo a luz enquanto tem sol e uso aquecedor solar” 

Sheila Tobias, comerciante

“Retiro os eletrodomésticos da tomada quando não estou em casa e separo o lixo orgânico do reciclável” 

Marcos Maggiori, coordenador de cobrança

“Compro apenas garrafas retornáveis e separo o lixo para a coleta seletiva” 

Tatiana Kuchiner Janovsky, enfermeira

 

http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=220224

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